No dia 05/10/2005 fiz minha primeira declaração pública para a Camilla. Para entender o convite do nosso casamento é leitura obrigatória.

Estou há um bom tempo pensando como vou fazer para postar. Na verdade, mesmo enquanto escrevo ainda me pairam as dúvidas. Não que de fato eu duvide de que esse é um momento muito especial na minha vida e que estou contente, muito; como há muito tempo não ficava. Acho que voltei a sorrir.

É que em alguns momentos eu ficava pensando: como escrever sobre a melhor coisa que poderia acontecer, sendo que ela não aconteceu, está acontecendo?

Na verdade, eu contei essa história uma dúzia de vezes nas últimas semanas, de alguma forma todo mundo tinha ouvido falar seu nome. Por conta disso acabei ouvindo palavras de ânimo, e de reprovação, críticas e elogios, pra mim ou pra ela.

E os meses foram se passando, Camões disse, num soneto sobre Jacó, muito mais esperaria “se não fora para tão longo amor tão curta a vida”. Eu esperaria ainda um pouco mais, mas acho que as coisas aconteceram e acontecem no tempo certo.

Foram alguns meses de tentativas, erros e acertos, um tempo pra se pensar, se conhecer, se gostar; eis que chega a melhor parte da história, aquela em que a gente se gosta.

Nas palavras da Camilla dizendo que agora minha foto está completa, acho que é verdade isso. Minha foto está melhor, mais bonita, ela está completa.

To namorando sério, to até escrevendo sério. A Camilla agora tem um pedacinho da minha vida, uma pequena semente – e ela chegou como a menor de todas – que agora começa a germinar, a gente ta regando pra se tornar a maior de todas as árvores. Nossa plantinha ainda ta pequininha, precisando de cuidado e atenção pra não murchar, não morrer, mas é planta abençoada por Deus, há de viver e já está viva.

Camilla, que o mundo saiba que estou muito feliz! Não tem como contar a honra e a alegria de começar essa caminhada com você, uma longa jornada sim, onde chuva e sol nos aguardam, e mesmo nas longas filas, juntos, a gente ri o tempo todo.

Enfim, esse post demorou tanto porque eu não consegui escrever algo que valha pelo momento e pela pessoa, mas, é isso que eu pude, do fundo do meu coração, nesses que têm sido dias felizes, apesar da saudade.

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