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Sou brasileiro há quase 35 anos e não consigo entender algumas coisas desse país. Nesse final de semana, de forma idiota, morreu um rapaz em uma guerra de torcida.
É fácil entender, o Brasil está em guerra civil há alguns anos. Os inimigos da população ordeira, que luta desarmada são muitos: o trânsito, as drogas, a TV, a política, a corrupção, a polícia, os mosquitos, entre outros. Todos esses matam diariamente mais pessoas que qualquer outra guerra no mundo. É mais perigoso atravessar uma rua no centro da cidade que tatuar no braço o nome do Obama e desfilar pelado na perifeira de Bagdá.
Mas não é a toa. Vejamos, no trânsito eu preciso chegar rápido, não leis, nem fiscalização. O político tenta enriquecer, de tal forma, que possa sustentar as próximas 20 gerações de seus descendentes com todo o luxo que o serviço político no 3º deve dar a eles. Os policiais, querem a sua parte (eles são os cidadãos com direito de uso da violência, que tirem seu quinhão). A TV mantém essa ordem social (ganhando o seu também). O mosquito, quer garantir o seu sustento. Mas e a torcida?
Quem vence, grita que é mais forte. E só. Fazer isso na Inglaterra faz algum sentido (eles venceram os inimigos acima e não tem mais o que fazer), no Brasil não faz.
A morte desse rapaz só ajudará a manter as coisas como estão. Se ao menos ele estivesse gastando sua vida em algo que valha.

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