“E por derradeiro de todos apareceu também a mim, com ao um abortivo. Porque eu sou o menos dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus. Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo” (I Coríntios 15: 8 – 10).

 

Nesse sexto capítulo o Dr. Jones trata do mesmo assunto do capítulo anterior mas de uma maneira diferente, não apenas como um pecado específico, mas olhando para uma vida inteira.

Ele volta sua atenção em especial àqueles que entraram no evangelho demasiadamente tarde, ou seja, passaram muito da sua vida sem Cristo e agora estão sofrendo de depressão espiritual  por acharem que se tivessem entrado antes no Reino de Deus poderiam ter feito muito mais para Cristo.

Seu sintoma mais geral é ouvir a voz de satanás a lhe enganar e dizer que de fato essa pessoa perdeu muito tempo e agora só tem a lamentar. O tratamento, de modo geral, é feito a partir do conhecimento adequado das escrituras. Lembrando sempre que tratamos de cristãos e olhamos essa doença a partir da fé.

A característica principal dessa pessoa é olhar e dizer “quantas oportunidades eu perdi!” “Se tão somente eu tivesse oportunidade de voltar no tempo” Essa pessoa se ressente se um tempo que já passou e por isso sente remorso, e isso a impede de se desenvolver, tornando-a miserável.

Claro que não podemos olhar para nosso passado sem que tenhamos algo a lamentar, o problema aqui é diferenciar uma tristeza legítima e uma atitude errada, que leva ao abatimento e a miséria.

Tomando como base o testemunho do apóstolo Paulo e a parábola dos trabalhadores da vinha, contada por Jesus em Mateus 20: 1-16 segue-se a análise a proposta para tratamento.

O primeiro alerta que o autor faz é com relação aos cristãos que pensam “que precisam sempre fazer tudo de uma forma exclusivamente espiritual” (p. 73). Ele exorta os cristãos a usar também a inteligência. Ressalta que muitas vezes os cristãos passam muito tempo orando por algo mas não tomam atitudes simples para resolver seus problemas.

Nisso vemos também um pouco do pensamento calvinista “Quando lemos as obras dos escritores seculares, a luz da verdade que freqüentemente brilha neles tão admiravelmente pode muito bem lembrar-nos que a mente do homem, conquanto caída e pervertida, ainda está revestida e adornada por Deus com dádivas primorosas. Se cremos que o Espírito Santo é a única fonte da verdade, não importa onde ela se manifeste […] O Espírito Santo dispensa Seus dons como quer para o benefício da humanidade” ( As institutas da Religião Cristã, Um resumo. J. P. Wiles. PES. p. 113) .

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