Comecei uma jornada para alistar alguns anseios em longas leituras nos livros dos Reis e Crônicas. Não imaginava que minha alma se enxeria de tanta alegria ao encerrar essa leitura. Não foi uma leitura teológica, mas apenas contemplativa.*
Nesse caminho eu vi confirmada diversas suspeitas pessoais sobre interpretações complicadas (sem contudo descomplicar nada); revisitei desafios pessoais e fiz pelo menos uma descoberta, e quero compartilhar um pouco dela.
Não há um único versículo que eu possa usar como prova do que vou dizer, é apenas minha impressão de toda a leitura. Na relação entre homem, Deus e o diabo, só importa para Deus a relação com o homem. Não há mandingas, macumbas ou feitiçarias;
Quando o homem está na busca sincera e aberta de Deus, não há terceiros. Por mais que o inimigo ande ao redor, bramando como se fosse um leão, aquele que de fato é o leão ruge em nosso favor.
O inimigo, seja ele espiritual, natural ou humano é o verdugo de Deus. Moloque, Dagom, Baal e outros só entram na jogada quando são invocados pelo homem, como sinal do seu desvio de Deus. Ou seja, no período dos reis, o sinal externo da apostasia era indicado pelo culto aos deuses falsos (que não são nada, apenas representações).
A apostasia tem como resultado a manifestação da ira de Deus, seja por meio da natureza, pela seca, ou pelos povos inimigos (representantes dos falsos deuses ou demônios como insistem alguns). Os falsos deuses não se manifestam, eles só podem ser vistos pelos atos dos inimigos do povo de Deus.
Esses povos prevalecem ou são derrotados à partir da relação do povo de Deus com o seu Senhor. Mas não no modo automático, os sacrifícios não colocam Jeová em funcionamento; ofertas e adoração são o sinal externo do coração fiel.
É mais comum ver Deus agindo sem sacrifícios, mas com orações e suplicas que com carneiros e bois.
E o diabo? Não sei. Ele não aparece em Reis e Crônicas (louco, né?)
* Depois de 16 anos de estudos teológicos fazer uma leitura contemplativa, sem críticas textuais e questionamentos teóricos, ou pensar em como pregar isso, é em si uma alegria.

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