Sou blogueiro desde 1999, logo que a ferramenta começou a se difundir no Brasil comecei a usar como um diário pessoal. Desde então, vi pessoas ficarem ricas e famosas usando esse espaço. Mas a fama nunca me caiu bem, por isso não me passou a pretensão de disputar esse espaço.
Somente de uns tempos pra cá é que resolvi investir com mais seriedade, não movido pela fama, mas por achar que tenho algo relevante a dizer. Continuo sem grandes pretensões. Foi então que passei a “frequentar” alguns blogs “famosos” evangélicos. O resultado? O buraco na minha alma aumentou.
Descobri que vale tudo pela audiência, para atrair o tráfego da mídia cibernética cristã, vale qualquer coisa. Infelizmente há muitos que se dedicaram a espalhar o ridículo (sob o nome vergonhoso de apologética) para ganhar as multidões.
Lamento que um espaço tão democrático tenha se tornado um canal para que o “datenismo” cristão se torne tão difundido.
Acompanhe meu raciocínio, qual foi o último “acontecimento” cristão que comoveu o Brasil? O que tocou as multidões? Foi uma música chamada “Nos galhos secos”, ou, para nossa alegria.
Não é para menos, de fato, os cristãos tem produzido um número de escândalos tão absurdos que realmente é difícil de deixar de ver e denunciar. O problema é que nós mesmos estamos fazendo chacota de nós. O escárnio público começa com o nome de defesa da fé.
A fé não precisa de defesa, Deus não precisa de advogados. E caso precisasse, não seria esse blog o eleito.
Enfim, o cristianismo produz coisa muito melhor. A sua beleza e eficácia não tem ganho destaque sequer em nossa mídia. Sábado passei o dia em uma ação social; não falei, não divulguei. Sei que muitas coisas aconteceram por aí, mas ninguém sabe. Em nome da audiência, sei da doença do Ricardo Gondim e da alegria dos seus opositores. Só não sei ainda onde Cristo está nesse meio.
Da minha parte, continuo não atrás da audiência, a fama não me seduz. Deus, quando me chamou ao pastorado não me chamou para ser famoso, mas para ser fiel. Da minha parte, continuarei minha apologética, com o argumento que sempre usei: não acredita em Deus? olha para minha vida. Não acredita em igreja? Venha conhecer minha comunidade? Não acredita em milagre? Passa um dia com a gente.
Sensacionalismo cristão não levará ninguém para o céu; aliás, ultimamente, tenho achado que céu será bem pouco povoado [se não fosse a graça de Deus, que me salvou]

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