Nao tenho procuração para defender o Ricardo Gondim, mas os últimos acontecimentos me obrigam a me pronunciar. Não quero defender o Gondim, mas tenho a dizer que, apesar de não concordar com tudo o que ele pensa, aprendi muito com seus sermões, sua forma culta e simples de expor o texto bíblico. Fui algumas vezes na Betesda e sempre me deleitei.

Aliás, tenho vários amigos e irmãos que tiveram suas vidas edificadas em comunhão com aquela igreja. Uma agência do Reino de Deus na terra se vê abalada pelos últimos acontecimentos.

Grande parte desse furdúncio todo é difundido por blogs, sedentos por tráfego e audiência, pessoas que mal dominam o idioma nativo e querem se meter a discutir teologias complexas. É o que Caio Fábio chamou de síndrome de Lúcifer. “Mas esses homens xingam aquilo que não entendem. E as coisas que eles conhecem por instinto, como os animais selvagens, são estas que os destroem.” (Judas 1:10 NTLH)
Me assusta o fato de que alguns chamam a chacota debochada e desrespeitosa de apolegética, sendo que em nada tais homens defendem a fé, apenas fazem o espetáculo horroroso de jogar seus irmãos na fogueira cibernética.

A fogueira virtual é muito mais desumana que a usada na antigüidade, ela mantém o acusado vivo, sofrendo, agonizando por tempo indeterminado.

O circo tem outros personagens, ler os comentários em tais blogs é ainda mais aterrador, vi pessoas celebrando a queda do pastor. Se ele é um inimigo, carece de nossas orações e não de nossas flechas. É um horror sem fim saber que o caluniador se vê mais justo que o herege; que o adúltero se acha mais profeta que o estelionatário. O mentiroso se acha mais correto que blasfemador.

Essas pessoas se esquecem que todos nós, não fosse a graça de Deus, estaríamos todos condenados. Tais pessoas são levadas por uma falta de amor ao próximo, prontos a condenar, a julgar, acender a fogueira e assistir o irmão ser consumido.

Espero sinceramente que o Gondim se reestabeleça e que nesse deserto, para o qual ele stá sendo conduzido, seja fortalecido; homens dessa qualidade são raros. Se tem algum pecado, que faça como todo pecador deve fazer, corra para o pé da cruz e entregue ali o seu pecado. Estou certo de que no final o Senhor lhe perguntará “onde estão os seus acusadores?”

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