A história contada na “Bíblia do Garoto Radical” é a mesma que aparece na conhecida e tradicional publicação. Mas a edição traz comentários com gírias para tentar se aproximar do público teen.

Editada por Rick Osborne, autor especializado em publicações cristãs e o responsável pelas notas adicionais, a obra tem seções como “Notas Radicais”, “Nojento!”, “Tô Ligado!” e “Anota Aí!”.

Divulgação

“Bíblia” teen promete ensinamentos e aventura na medida certa

Capa da “Bíblia do Garoto Radical”

Um dos textos de “Nojento” é o seguinte: “Que comédia! O rei da Babilônia segurando um fígado imenso de bicho, olhando praquele negócio todo ensanguentado na frente dele (Ez 21:21). E quer saber por que ele fez isso? Pra tentar prever o futuro. Não é pra rolar de rir? Orar pra conhecer a vontade de Deus é uma atitude bem mais inteligente.”

Outro de “Nojento”: “Ninguém disse que matar gigantes era um trabalho limpinho. Quando Davi arrancou a cabeça de Golias, é provável que tenha escorrido sangue pra todo lado. A região do pescoço tem muitos vasos sanguíneos, ainda mais o pescoço de um gigante. E quem limpa a sujeira”.

Em “Tô Ligado!”: “Leia Provérbios 8:12-21. Em ritmo de rap: ‘Quem quer ficar mais inteligente e esperto/Tem de andar com a sabedoria sempre por perto/Não adianta ficar por aí o tempo todo de zoeira.”

viaFolha.com – Folhinha – ‘Bíblia Radical’ fala de passagens ‘nojentas’ e usa gírias – 14/06/2012.

 

Então? O que dizer? Quando digo que seria ateu se eu tivesse o livre-arbítrio tem gente que fica brava comigo.

Eu sou de um tempo, bem antigamente em que ser cristão era ser a contra-cultura do mundo, hoje, até a Bíblia é adaptada para caber no mundo. Esses grandes homens deveriam pensar em estratégias para mudar o mundo e não em como mudar a Bíblia.

O nome disso? Mercado! Essas adaptações levam em consideração pressões mercadológicas e não teológicas ou missiológicas. Importamos dos EUA uma cubcultura vazia de mercado cristão que atrai as multidões, mas não muda a vida de ninguém

Deveríamos oferecer aos adolescentes aquilo que eles não tem, ou seja uma cultura mais aprofundada, um rumo na vida, um conceito correto de vida eterna. Gírias e palavras nojentas eles já tem bastante.

 

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