Agora pela manhã, tomando café e pensando em algumas futilidades, sem nenhum aviso prévio me veio à mente a frase “Deus também é seu servo”. Refutei imediatamente dizendo em meus pensamentos “não ele é meu Senhor, eu sou o servo”.

Aí por alguns instantes me coloquei a pensar sobre isso e o que me pareceu herético a num momento me confortou e me desafiou em seguida.

Não nego que ele seja meu Senhor, afinal, de tudo o que poderia dizer para sustentar essa afirmação cito a lei que diz “Ouve, Israel, o Senhor Deus é o único”.  Ele é o soberano criador de todas as coisas.

Mas ele não se apresenta apenas como criador, ele é também sustentador. Ele é o que abençoa e guarda, liberta e perdoa. A lista do “servir” de Deus à sua criação é bastante ampla. Mas, surpreendente, e talvez um pouco esquecido, é a referência de Paulo na carta aos filipenses dizer que Deus assumiu a forma de servo. Uau! Ele veio para nos servir!

Não há nada de errado em pensar em Deus como servo, ele assumiu essa forma e esse papel.

Lembrei-me de que Jesus chamou a seus discípulos de amigos (João 15), ele diz que não chamará mais seus discípulos de servos. Isso me parece significar que Jesus e os seus discípulos se tornam iguais. Claro que não é porque os discípulos são elevados à categoria de mestres, mas porque Jesus desceu à categoria de servo.

Então, o que poderia ser motivo de orgulho para alguns, me chamou para a responsabilidade de servir. Deus, o único Deus, não se incomoda de me servir com bênçãos maravilhosas dia após dia. Não se incomoda de compartilhar comigo os seus servos anjos, que são servos enviados para servir em favor daqueles há de herdar a salvação.

 

Se depois disso eu não estiver disposto a servir, com tudo o que eu tenho e sou, significa que eu não entendi o evangelho e nunca conheci a Deus.

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