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No domingo após o primeiro turno, ouvi o Deputado Arlindo Chinaglia, do PT, dizendo a seguinte frase: No Brasil só se elege deputado: famoso, religioso ou quem tem 3 milhões no bolso.

Sou religioso, mas não conseguiria me eleger para cargo algum, então, não basta ser religioso. Vi algumas candidaturas milhonarias naufragarem (como no caso da candidata em São José dos Campos que teve mais cavaletes que votos).  Falta algum elemento na fórmula para concretizar a mágica.

Vamos pensar, então, no caso de Jean Wyllys, nobre deputado reeleito com uma expressiva votação de mais de 100 mil votos. Ele não é religioso, nem tem 3 milhões no bolso (pelo que me consta oficialmente, eu não aumento e tento não inventar), ele entra na categoria famosos. Mas então todos os famosos são eleitos? Qualquer um? Ainda mais esse que até outro dia era sub-celebridade, ou ex-BBB animador de festas?

Bom! Concluo que não basta ser famoso, é preciso ter um algo a mais. E nesse caso, temos o elemento religião e política combinando bem (não sei se para o bem)

Jean Wyllys teve a sorte de ser BBB, e apesar dos poucos votos que teve na primeira candidatura, teve 3 excelentes cabos eleitorais para a segunda tentativa: Silas Malafaia, Marco Feliciano e Jair Bolsanaro. Ah! Com esses três pedindo votos para você, e a fórmula do Arlindo, é correr para o abraço.

Mesmo Wyllys sendo do grupo LGBT, defensor assíduo de seus interesses políticos, foi a luta com o grupo conservador que fez sua imagem aparecer. Ele saiu do patamar sub-celebridade, para personalidade política.

A pregação de Silas Malafaia, mais o ódio de Jair Bolsanaro e as polêmicas com Marco Feliciano foi o que levantou a bola do Jean Wyllys. No desejo ardente da derrota do inimigo eles o levantaram e o promoveram muito mais do que faria sozinho.

É a fórmula para o sucesso? De jeito nenhum! Marina Silva caiu muito nas pesquisas depois das críticas do Silas, o mundo gospel parece não ter engolido bem quem não é conservador. Mas Jean Wyllys, não se beneficiou de andar nas capas de revista de fuxico gospel, ele se alimentou dos contrários ao gospel.

Assim, podemos dizer que quem elegeu esse deputado, foi o fato de ser famoso, ter um pouco de sorte e ter cabos eleitorais de peso. E acho que nesse caso, a propaganda [contrária] foi a alma do negócio.

Se alguém quiser tentar, caso já tenha um dos 3 requisitos iniciais, arrumar briga com esses caras é bem fácil.

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