É lícito? (I Cor 6: 9-11)

É o princípio fundamental do discernimento cristão. Posso realmente fazer isso? Nenhuma liberdade pode justificar o seu retorno ao pecado. É como o povo de Israel que queria voltar a comer cebolas no Egito (Nr 11:5). Ou como esses mesmos hebreus que estavam finalmente livres dos deuses egípcios resolvem fazer um deus de ouro para si.

Quantas possibilidades eliminamos ao simplesmente perguntar “é lícito?”. Essa pergunta é sobre a natureza do ato, se é lícito à luz da lei dos homens, da lei de Deus, da educação que meus pais me deram, etc.

 

  1. Vai me fazer bem? (I Cor 6: 12)

Tudo é lícito, mas convém? Quais são as consequências? A Bíblia na linguagem de Hoje diz assim: “Nem tudo é bom para você”.

Há momentos em que não adianta só perguntar o que tem de errado, é preciso saber que isso pode te matar, ou te afastar de Cristo, ou até ser prejudicial ao seu relacionamento familiar.

É uma pergunta íntima que está ligada a como você gasta seu dinheiro ou que trabalho você irá aceitar, etc.

 

  1. É escravizante? (I Cor 6: 12)

Mesmo que algo tenha passado pelas duas perguntas anteriores, é preciso ainda um pouco mais. Isso irá me dominar? (ICor 9:25) A melhor forma de entender o que está sendo ensinado aqui é pensar no atleta que tem domínio sobre seu próprio corpo.

O que você possui ou faz não pode ter domínio sobre você.

 

  1. É coerente com o Senhorio de Cristo? (I Cor 6: 19 – 20)

O senhorio de Cristo é tema corrente em toda a carta, tudo em que fazemos estamos ligados (amarrados) a Cristo e toda vez que pecamos arrastamos Cristo para isso. Não há uma escolha nisso, a onde quer que formos, levaremos Cristo conosco.

 

  1. É útil para os outros?

Na obra de Deus não vivemos para nós mesmos, precisamos pensar: isso irá prejudicar alguém? Irá destruir a obra de Deus? (Rm 14:20)

Paulo afirma que buscava sempre o bem do próximo e não apenas o seu mesmo (I Cor 10:33 – 11:1)

“Cristo não se agradou a si mesmo; pelo contrário, como está escrito: Os insultos dos que vos ultrajam caíram sobre mim {Sl 68,10}.”

A vontade de Deus está sempre ligada à nossa morte pessoal para vida dos que estão à nossa volta

 

  1. É coerente com os exemplos bíblicos?

Paulo conclui essa explanação com a seguinte ordem “sejam meus imitadores, assim como eu sou imitador de Cristo” (I Cor 11: 1). Sempre nos lembraremos da pergunta “em seus passos, o que faria Jesus?”

Não podemos nos esquecer de todas as biografias, elas são nossos exemplos de erros e acertos em todas as coisas (Hebreus 6:12 e 12: 1 – 3)

(1 Pedro 2:21)

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